Juros compostos: fórmula e como calcular
Juros compostos são os "juros sobre juros" — o motor dos investimentos e também das dívidas que crescem rápido. Entender essa fórmula é útil na prova e na vida.
A diferença para os juros simples
Nos juros simples, o rendimento incide sempre sobre o valor inicial. Nos juros compostos, cada período rende sobre o montante acumulado — por isso o crescimento é exponencial, não linear.
A fórmula dos juros compostos
onde:
- é o montante (valor final);
- é o capital inicial;
- é a taxa por período (em forma decimal: );
- é o tempo (no mesmo período da taxa).
Os juros ganhos são .
Exemplo: investindo
Você aplica 1000 reais a ao mês por 3 meses. Quanto terá?
Você terminou com 1331 reais — 331 de juros. Nos juros simples seriam apenas 300. A diferença vem dos "juros sobre juros".
Cuidado com o período
A regra de ouro: a taxa e o tempo precisam estar na mesma unidade. Se a taxa é ao mês, o tempo é em meses. Se o problema mistura (taxa ao mês, prazo em anos), converta antes — senão o resultado sai completamente errado.
O poder do tempo
Nos juros compostos, o tempo é o ingrediente mágico. Como o expoente é , cada período extra multiplica o efeito. Por isso começar a investir cedo faz tanta diferença — e por que dívidas de cartão e cheque especial (que usam juros compostos altos) saem do controle tão rápido.
Juros simples x compostos lado a lado
- Simples: — cresce em linha reta.
- Compostos: — cresce em curva, cada vez mais rápido.
No curto prazo a diferença é pequena; no longo prazo, é enorme.
Erros comuns
- Usar a taxa em porcentagem () em vez de decimal ().
- Misturar unidades de taxa e tempo.
- Trocar a fórmula dos compostos pela dos simples.
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